Placas Tectônicas
Marco Antonio Barcelos Lima
É relativamente recente o conceito sobre as Placas Tectônicas, e que
revolucionou a Ciência do século XX. Este conceito propõe que todos os
terremotos, as atividades vulcânicas, e processos de formação
(origem/construção) de montanha são causados pelo movimento de blocos rígido
chamado placas que compõem a crosta da superfície da Terra, ou litosfera. Teoria
originada a partir da deriva continental e da expansão dos fundos oceânicos.

São vários blocos em que a crosta está dividida.
Estes são separadas por grandes fendas vulcânicas em permanente atividade no
fundo do mar, por onde o magma sobe para a superfície adicionando novos
materiais à crosta, o que expande o fundo do mar e movimenta os blocos que
formam a superfície em diferentes direções. Ao se movimentar, as placas se
chocam entre si e provocam alterações no relevo. Em cada choque, a placa que
apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos
aquecida). A parte que penetra tem o nome de Zona de Subducção.
Segundo a teoria das placas tectônicas, a litosfera se movimenta sobre a
astenosfera. A litosfera por sua vez, é dividida por placas (denominadas placas
tectônicas) e estas deslizam por causa das correntes de convecção no interior da
Terra. Tais movimentações permitiram a formação dos continentes a partir do
Pangéia, continente que existiu há 225 milhões de anos atrás, durante a era
Mesozóica.
Resumindo Pangea:
a) Único continente existente há 250 milhões de anos
b) Dividiu-se/ fragmentou-se de lá pra cá, derivando do Polo S ao Polo N
c) Predecessor - Supercontinente Rodinia, existente há 750 milhões anos, cuja
história é menos conhecida.
Segundo a teoria da deriva dos continentes proposta pelo cientista alemão,
Alfred Wegener, temos que:
a) Aproximadamente 225 milhões de anos atrás não existiam separação entre os
continentes, ou seja, havia uma única massa continental, chamada de Pangéia e
existia um único Oceano Pantalassa;
b) Há 225 milhões de anos o Pangea se parte no sentido leste-oeste, formando
dois megacontinentes a Laurasia ao norte e Gondwana ao sul. Desta fragmentação
os continentes criados foram se movendo e se adequando as configurações atuais;

O ponto crucial para o desenvolvimento da teoria da Deriva Continental, que na
sua essência significa movimentação dos continentes, ou ainda que as placas se
movem, é que a Terra não é estática.
• Há 400 milhões de anos havia o Pangéia, que reunia todas as terras num único
continente
• Há 60 milhões de anos a Terra assume a atual conformação e posição dos
continentes.
Atualmente, a África e a América do Sul se afastam 7 cm por ano, ampliando a
área ocupada pelo oceano Atlântico. O mar Vermelho está se alargando. A África
migra na direção da Europa. A região nordeste da África está se partindo.

As placas tectônicas se interagem por subducção, quando as placas semelhantes
entram em contato, deslizamento, quando placas oceânicas e continentais entram
em contato, extrusão, quando placas se juntam e deslizam por diferentes direções
e acrecencia, quando há um pequeno impacto sobre uma placa oceânica e uma
continental.
Placa oceânica é o nome que designa as placas que se encontram submersas pelos
oceanos, enquanto placa continental é o nome dado para designar as placas
localizadas sob os continentes.
Existem várias placas tectônicas de diferentes tamanhos, porém as mais
importantes são:
a) Placa Africana: Abrange todo o continente africano e através de sua colisão
com a placa Euroasiática surgiu o Mar Mediterrâneo e o Vale do Rift;
b) Placa da Antártida: Abrange toda a Antártida e a região austral dos oceanos;
c) Placa Euroasiática: Abrange o continente europeu e asiático, exceto a Índia,
Arábia e parte da Sibéria. Inclui a parte oriental do Oceano Atlântico norte;
d) Placa Norte-Americana: Abrange a América do Norte, parte ocidental do Oceano
Atlântico norte, uma parte do Oceano Glacial Ártico e parte da Sibéria;
e) Placa Sul-Americana: Abrange a América do Sul e o leste da Crista Oceânica do
Atlântico;
f) Placa do Pacífico: Abrange a maior parte do Oceano Pacífico e através de sua
colisão com a Placa da Antártida surgiu a Placa Pacífico-Antártica;
g) Placa Indo-Australiana: Abrange a Placa Australiana e a Placa Indiana. Também
abrange grande parte do Oceano Índico e parte do Himalaia.
Várias razões levaram a formação do conceito das placas tectônicas e da deriva
dos continentes:
• No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo
submarino, os minerais magnéticos do material novo se solidificam de acordo com
a polaridade do campo magnético da Terra na ocasião de seu resfriamento.
• Quando o campo magnético da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se
solidifica adquirindo a polaridade inversa. Assim a crosta oceânica possui o
registro da própria formação, com a primeira mudança de polaridade registrada
próximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superfície e as mais
antigas, próximas das margens continentais, formadas quando o oceano era jovem
em torno de 180 a 200 milhões de anos. Isso demonstra que os continentes devem
ter se movido em direções opostas abrindo espaço para o oceano desde a Era
Jurássica.
• Outra confirmação do conceito veio do estudo da distribuição de estruturas
geológicas que passam de um continente para outro.
• Um grupo de geólogos da Universidade de Cambridge usaram o computador para
colocar todos os continentes e ilhas da Terra juntos como num quebra-cabeças,
considerando contornos submarinos. O resultado foi impressionante, apresentando
muito poucos buracos e sobreposições.
• Comparando a estrutura e composição das rochas e solo dos continentes que o
modelo indica terem sido um só, confirmando que o modelo é bem próximo ao
correto.
• O estudo da fauna marinha e flora das diferentes áreas durante os anos também
apresenta provas do movimento dos continentes.

São quatro os modelos de Interação entre as Placas Tectônicas:
a) Subducção - ocorre onde duas placas de espessura semelhante entram em
contato entre si;
b) Deslizamento - se produz quando duas placas oceânicas entram em
contato, ou também uma placa continental e uma oceânica;
c) Extrusão - este fenômeno ocorre quando se juntam duas delgadas placas
tectônicas que deslizam em direções opostas, como é o caso do contacto de duas
placas do fundo oceânico;
d) Acrecencia - acontecem quando há um leve impacto entre uma placa
oceânica e uma continental;

Temos três tipos de limites entre as placas:
• No meio do oceano quando elas se afastam, nova crosta se forma com o material
expelido do interior da Terra;
• Quando uma placa avança para baixo de outra, parte da placa é consumida pela
alta temperatura das camadas inferiores;
• E quando as placas se movem em direções opostas, causando falhas.
As bordas (margens ou limites) das placas, onde se tem geralmente freqüentes
atividades sísmicas, podem corresponder a:
a) Limites com esforços de tectônica extensional, ao longo dos rifts
meso-oceânicos onde ocorre afastamento crustal e a formação de crosta oceânica;
b) Limites com esforços de tectônica transformante, ao longo de falhas
transformantes com deslocamentos direcionais que se propagam a partir da cadeia
meso-oceânica onde se dá a formação de nova crosta oceânica;
c) Limites com esforços de tectônica compressional, com uma placa mergulhando
sob a outra mais leve ao longo de plano(s) de subducção em ambiente oceânico
(arco de ilhas);
d) Limites com esforços de tectônica compressional, com uma placa oceânica
mergulhando ao longo de plano(s) de subducção sob a outra mais leve de borda
continental, como nos Andes;
e) Limites com esforços de tectônica compressional, com duas placas continentais
sendo comprimidas e duplicando a crosta siálica, como nos Himalaia (placas em
colisão continental).
MOSAICO DE PLACAS
1. Limites Divergentes
• Material fundido do manto sobe e preenche espaço criado pelo afastamento das
placas - forma nova litosfera que é adicionada às placas em deriva.

a. Entre placas oceânicas
a.1 Marcado por Cadeias Médio-oceânicas;
a.2 Vulcanismo basáltico;
a.3 Terremotos de foco raso;
a.4 Falhas normais devido a forças tensionais de separação das placas.
Obs.: Islândia - constitui segmento exposto (subaéreo) da Cadeia Médio-Atlântica.
b. No Continente
b.1 Estágios iniciais da separação de placas podem ocorrer no continente (tendem
a abrir-se para entrada de oceanos)
b.2 Rift valleys - vales em Rift alongados, com lados escalonados por falhas
normais
b.3 Atividade vulcânica basáltica associada
b.4 Terremotos rasos
Ex.: Grande Vale do leste Africano (entre Placa Africana e Somaliana); Mar
Vermelho; Vale do Reno (na Europa); Golfo da Califórnia
2. Limites Convergentes
a.1 Colisão e subducção (placa empurrada manto adentro sob outra placa) produzem
fossas oceânicas e destruição de placa;
a.2 Cadeia montanhosa adjacente dobrada e falhada;
a.3 Terremotos de focos rasos e profundos;
a.4 Magma resulta da fusão da litosfera descendente, rica em água e sedimentos,
e de material do manto;
a.5 Colisão gera grandes forças
Þ falhamentos
que implicam em terremotos de focos rasos e profundos.

1. Colisão placa oceânica x continente: Cinturão Magmático que forma montanhas
no continente
2. Colisão entre 2 placas oceânicas: Cadeias de ilhas vulcânicas (Arcos de Ilhas
Oceânicas)
3. Colisão entre 2 placas continentais: Grande espessamento da crosta, com
grandes dobramentos e falhamentos.
3. Limites Transformantes
a.1 Placas deslizam lado a lado (não há criação nem destruição de placas)
a.2 Terremotos de focos rasos associados a falhas de rejeito horizontal
Ex.: Falhas cortando C.M.O.; Falha de Santo André, na Califórnia, entre placas
Pacífica e Norte Americana
Teorias informam que os atuais oceanos da Terra foram formados pela geração de
nova crosta entre placas que se afastaram; e que a convergência de placas deu
origem a cadeias de montanhas.
Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estágios de formação:
• O Oceano Pacífico é antigo e já está diminuindo em ambos os lados, o que
poderá resultar na colisão da Ásia com as Américas.
• O Oceano Índico está crescendo no oeste e diminuindo no leste.
• O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados.
• O Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano.
Os terremotos ocorrem com bastante freqüência nos limites das placas tectônicas.
Áreas como o lado oeste da América do Sul estão sobre área de compressão de
placas. O lado oeste da África, por exemplo, está sobre o centro de uma placa e
os movimentos tectônicos não se manifestam.
Os Alpes originaram-se da colisão da placa da África com a da Europa. Há restos
de crosta oceânica ali, indicando que havia um oceano onde agora há uma cadeia
de montanhas. O mesmo acontece na região dos Himalaias, causado pela colisão das
placas da Índia e da Ásia.

Estudar o comportamento das Placas Tectônicas é de suma importância.
Destacamos como importante: O comportamento do nível dos oceânicos, surgimento
de vulcões, terremotos, tsumani, e ocorrência minerais.
O quadro acima mostra como ocorre as gênese do minerais ligados aos regimes tectônicos
existentes.
O internauta interessado em conhecer com mais detalhe os movimentos tectônicos e suas placas basta navegar em outras páginas do site Geomarco.com e no link apostilas referentes a assunto retrocitado.